
terça-feira, 8 de novembro de 2011
A trapeira do Job: não passe sem ler isto.
Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente. Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias solas com protectores.
Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana".E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.
Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais tinham como filhos, uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último modelo de mil e um gadgets e seus consumíveis, porque os filhos dos outros também tinham. Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravaram no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital. Passou a ser tempo de gente em que era questão de pedigree viver no condomínio fechado e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas revistas instigavam em couché os feios a serem bonitos, à conta de spas e de marcas, assim se visse a etiqueta, em que a beautiful people era o símbolo de status como a língua nos cães para a sua raça. Foram anos em que o campo tornou-se num imenso resort de turismo de habitação, as cidades uma festa permanente, entre o coktail party e a rave. Houve quem pensasse até que um dia os serviços seriam o único emprego futuro ou com futuro.O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos dos pais e primos parolos, de quem os citadinos se envergonhavam, salvo quando regressavam à cidade dos fins de semana com a mala do carro atulhada do que não lhes custara a cavar e às vezes nem obrigado.O país que produzia o que se podia transaccionar esse ficou com o operariado da ferrugem, empacotados como gado em dormitórios e que os víamos chegar, mortos de sono logo à hora de acordarem, as casas verdadeiras bombas relógio de raiva contida, descarregada nos cônjuges, nos filhos, na idiotização que a TV tornou negócio.Sob o oásis dos edifícios em vidro, miragem de cristal, vivia o mundo subterrâneo de quantos aguentaram isto enquanto puderam, a sub-gente. Os intelectuais burgueses teorizavam, ganzados de alucinação, que o conceito de classes sociais tinha desaparecido. A teoria geral dos sistemas supunha que o real era apenas uma noção, a teoria da informação, substituía os cavalos-força da maquinaria pelos megabytes de RAM da computação universal. Um dia os computadores tudo fariam, o ser humano tornava-se um acidente no barro de um oleiro velho e tresloucado, que caído do Céu, morrera pregado a dois paus, e que julgava chamar-se Deus, confundindo-se com o seu filho e mais uma trinitária pomba.Às tantas os da cidade começaram a notar que não havia portugueses a servir à mesa, porque estávamos a importar brasileiros, que não havia portugueses nas obras, porque estávamos a importar negros e eslavos.A chegada das lojas dos trezentos já era alarme de que se estava a viver de pexibeque, mas a folia continuava. A essas sucedeu a vaga das lojas chinesas, porque já só havia para comprar «balato». Mas o festim prosseguia e à sexta-feira as filas de trânsito em Lisboa eram o caos e até ao dia quinze os táxis não tinham mãos a medir.Fora disto os ricos, os muito ricos, viram chegar os novos-ricos. O ganhão alentejano viu sumir o velho latifundário absentista pelo novo turista absentista com o mesmo monte mais a piscina e seus amigos, intelectuais claro, e sempre pela reforma agrária e vai um uísque de malte, sempre ao lado do povo e já leu o New Yorker?A agiotagem financeira essa ululava. Viviam do tempo, exploravam o tempo, do tempo que só ao tal Deus pertencia mas, esse, Nietzsche encontrara-o morto em Auschwitz.
Veio o crédito ao consumo, a conta-ordenado, veio tudo quanto pudesse ser o ter sem pagar. Porque nenhum banco quer que lhe devolvam o capital mutuado quer é esticar ao máximo o lucro que esse capital rende.Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois que somos nós todos, os bancos instigavam à compra, ao leasing, ao renting ao seja como for desde que tenha e já, ao cartão, ao descoberto autorizado.Tudo quanto era vedeta deu a cara, sendo actor, as pernas, sendo futebolista, ou o que vocês sabem, sendo o que vocês adivinham, para aconselhar-nos a ir àquele balcão bancário buscar dinheiro, vender-mo-nos ao dinheiro, enforcar-mo-nos na figueira infernal do dinheiro. Satanás ria. O Inferno começava na terra.Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo perpétuo do fazer arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam para o poder, querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada do crédito servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles vendiam à noite propaganda governamental, e nos intervalos, imbelicidades e telefofocadas que entre a oligofrenia e a debilidade mental a diferença é nula. E contentes, cretinamente contentinhos, os portugueses tinham como tema de conversa a telenovela da noite, o jogo de futebol do dia e da noite e os comentários políticos dos "analistas" que poupavam os nossos miolos de pensarem, pensando por nós.
José António Barreiros
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
DIA DE TODOS OS SANTOS- horários
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Gente que me cansa...
Na passada quarta-feira fui a tribunal (de trabalho) por causa de uma extinsão de posto de trabalho. Nós, entidade patronal, entendemos que os seu direitos rondam os 5 mil euros, a funcionária quer 8 mil euros. O tribunal que decida e o que decidir cumpriremos. Foram apresentadas pela funcionária algumas testemunhas que, fora do tribunal, em colóquio, tentaram "enterrar-me" o que mais podiam afirmando mentiras tais como eu não querer pagar nada entre outras coisas. Ficou tudo adiado para dia 27 de Março, depois de uma hora e meia a ser metralhado com perguntas pelo juiz e pelo advogado da funcionária. Saí do tribunal e lá fora esperava-me uma tempestade. Nem se conseguia ver para conduzir. Tudo era turvo, embaciado, pouco perceptível, até cansava a vista. É pena que haja muita gente que não veja assim só quando chove muito. É que conheço muita gente que vê sempre tudo turvo, embaciado, não conseguem ver as coisas como elas são. E o pior é quando perante aquilo que é pouco perceptível tentam adivinhar o está do outro lado. A essa gente não lhes cansa a vista, a mim é que me cansam...Deus e as nossas impotências
Hoje fui confrontado por um amigo de Braga (a minha cidade) com um desabafo por causa da doença da mãe, ela que tanto acredita em Deus e levou uma vida inteira a trabalhar na Igreja e agora Deus não quis saber dela.HORA I
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Dois anos atrás (2009), a namorada de Chris Medina aceitou o pedido de noivado. Em outubro de 2009, Juliana Ramos estava dirigindo para casa do trabalho, por volta das 03h30. Infelizmente, seu carro foi atingido deixando-a quase paralisada e com graves danos cerebrais. O casamento foi colocada em espera, devido à sua saúde e os crescentes custos médicos. É tão triste como o casal parecia estar tão feliz.
Agora o homem que ficou ao lado de sua noiva há tanto tempo, decidiu ir as audições do American Idol. Após ter sido Eliminado do programa, Chris recebeu um convite para gravar seu single, e um possivel album, além de de ter diso eliminado do programa e ter ganho sua gravação, Chris esta feliz por simplesmente por estar com sua noiva.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
O que os cães nos ensinam...
- Nunca deixes passar a oportunidade de sair para um passeio.
- Experimenta a sensação do ar fresco e do vento na tua face por puro prazer.
- Quando alguém que amas se aproxima, corre para o saudar.
- Quando houver necessidade, pratica a obediência.
- Deixa os outros saberem quando invadirem o teu território.
- Sempre que puderes tira uma soneca e espreguiça-te antes de te levantares.
- Corre, pula e brinca diariamente.
- Come com gosto e entusiasmo mas pára quando estiveres satisfeito.
- Sê sempre leal.
- Nunca pretendas ser algo que não és.
- Se o que desejas está enterrado, cava até encontrares.
- Quando alguém estiver a passar por um mau dia, fica em silêncio, senta-te próximo e, gentilmente, tenta agradá-lo.
- Evita morder quando apenas um rosnado resolver.
- Nos dias mornos, deita-te de costas sobre a relva.
- Nos dias quentes, bebe muita água e descansa debaixo de uma árvore frondosa.
- Quando estiveres feliz, dança e balança todo o teu corpo.
- Não importa quantas vezes fores censurado, não assumas a culpa que não tiveres e não fiques amuado... corre imediatamente de volta para teus amigos.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Não ser normal, mas ser verdadeiro...
Ainda não te descobriste?
Procuramos as estrelas mas não vemos o céu. Queremos conhecer o Universo mas nem nos conhecemos a nós próprios.
Estamos debaixo da terra, num buraco bem fundo e não vemos nada. As coisas não fazem sentido e então tentamos descrever o que nos vai na alma. Mas, apesar disso, não saímos da roda das coisas fúteis em que estamos metidos.
Será assim tão difícil fugir a isto tudo? Encontrar a nossa verdadeira natureza?
A tua alma terá tanta sede dessa água viva que és capaz de deixar tudo para trás e partir em busca dessa fonte de vida eterna?
Onde está o branco em ti?"




