quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O boato

Por vezes a nossa vida é tão insignificante, tão vazia, tão sem interesse e tão desocupada que passamos o tempo a olhar para a vida dos outros. O que fazer para ocupar o tempo? Nada melhor do que falar, falar, inventar, inventar... "sabe padre? eu não falo mal de ninguém, só digo o que ouço...!" - Desculpas esfarrapadas para aquilo que tanto gostamos de fazer: falar mal dos outros. Não interessa se magoa, se a pessoa sofra. Comentários, expressões, opiniões... ou apenas sujidade mental que nos arrasta a ver melhor os podres dos outros para justificar os nossos? Cansa... admito que cansa... é certo que nós padres somos alvos, mas também nós falamos uns dos outros, acreditem... nem nós escapamos a falar de a, b ou c... Mas a verdade é que cansa. Nunca dei importância. Sempre soube que seriamos alvos fáceis e com a postura que hoje em dia temos mais ainda... Mas hoje não estou a falar propriamente de mim, mas de alguém que esta tarde partilhou comigo o que lhe vai na alma. Vejo-o sofrer e isso custa-me.
Deixo um desafio... Se não tivermos nada de bem a dizer de alguém calemo-nos!

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