
Quantas vezes nos acontece deixar as torneiras abertas e a água a correr livremente mesmo sabendo que vai directamente para o cano? Todos os dias fazemos os mesmos gestos e cumprimos os mesmos rituais sem dar com que, sem querer, não estamos s acautelar o nosso futuro.
Deixar uma torneira aberta enquanto lavamos os dentes (afinal basta um copo de água), enquanto passamos o gel de banho no duche ou enquanto lavamos uma alface para a salada é quase um crime. E, no entanto, acabamos por cometer todos os dias pequenos, médios e grandes crimes desta natureza.
Em certos países da África, um fio de água cristalina, pura e potável vale mais do que um filão de ouro. Países onde a seca é endémica, onde é milimetricamente racionado e contabilizado, onde as pessoas se habituaram a fazer milagres e a gerir a escassez mais extrema. Onde a vida corre a conta-gotas.
Na nossa sociedade muito poucos dão valor a coisas aparentemente tão insignificantes como um copo de água, um caderno ou um lápis.
É uma ilusão pensar e viver assim. Um caderno e um lápis em quase todos os países africanos e do Terceiro Mundo são um tesouro muito valioso. Ali, uma torneira que se abre e deita água à medida dos nossos desejos é uma miragem para milhões de pessoas.
Vale a pena investir e começar já hoje a poupar água, lápis e papéis. Só para começar.
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